Autoestima: o real x o ideal

Já tentei de tudo e mais um pouco, mas continuo a sentir minha autoestima em baixo, minha vida toda tem sido assim, sempre tive problemas em me valorizar.
Eu queria muito poder apostar em mim, queria muito poder acreditar e até mesmo queria muito relaxar, deixar de querer ser tanto, idealizar ser a melhor, a mais bem sucedida, mais inteligente, a mais bonita, a mais desejada, a mais perfeita.
Esta minha mania de perfeição é pura insegurança, não me deixo falhar, não aceito errar, quero ser aceita, quero ser validada e me cobro tanto em ser perfeita, pois acredito que ao controlar as possibiliaddes de falha, alguém vai finalmente me amar
“.

Você se identifica com estes pensamentos?
A constante busca por validação externa pode estar relacionada a uma necessidade primária de amor.

Aprendemos a amar e cuidar através das primeiras relações com os nossos cuidadores. A estruturação da autoestima e do autocuidado irá depender da forma como esta relação primária é vivida.

É por isso que não basta fazer skin care ou procedimentos estéticos, bem como não basta fazer exercícios de “autoconhecimento” ao escrever listas das suas qualidades, não basta fazer meditação e afirmações positivas.
Não queremos invalidar estas ações, são todas muito bem-vindas, sim, para a finalidade de gerar um bem-estar, mas não para estruturar sua autoestima.

Conquistar uma boa autoestima é se valorizar enquanto indivíduo real, abraçar suas falhas e desafios, bem como se autorizar a brilhar de forma desassociada das fantasias infantis.

Para um processo de reestruturação da autoestima, é necessário desconstruir ideais e passar a basear o amor e o cuidado naquilo que é da ordem do real.
Como fazer isso? A Psicoterapia pasicanalítica pode te ajudar, pois o processo psicoterapêutico traz oportunidades que oferecem aquilo que não foi oferecido suficientemente na infância.

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