Coragem chama mais coragem

Coragem chama mais coragem. Esta frase é uma tradução simplificada da frase de Millicent Fawcett “Courage calls to courage everywhere”.
A imagem com uma âncora e um coração nasceu de um jogo de palavras que compartilham o mesmo radical “cor” ou ” cora”, ou seja, as palavras ânCORA, CORAção e CORAgem compartilham algum sentido. Gosto de pensar que para libertar a âncora – aquilo que te prende, te paralisa e te afasta do seu desejo – é preciso de coragem para ouvir o seu coração, neste caso o coração simboliza justamente o desejo, aquilo que pulsa!
Por vezes nos ancoramos no conforto e nos impedimos de viver aquilo que realmente desejamos, nos ancoramos no mar de ideais e pressões sociais.
É preciso coragem para navegar.
“Navegar é preciso”, já disse Fernando Pessoa.
É preciso coragem para olhar para si profundamente e encarar o próprio desejo, bancar e se implicar nele.
“Nada senão o desejo pode colocar nosso aparelho anímico em ação” (Sigmund Freud).
Em última instância, criar coragem é o efeito essencial da psicoterapia. Através do processo psicoterapêutico, cria-se coragem para ser o que se é, o indivíduo pode ir se desprendendo das repetições e se permitindo ouvir seus desejos essenciais.
Se o coração é simbolicamente um lugar onde atribuímos nossa essência, eu diria que é neste símbolo que se encontra a coragem. Quem já ouviu “Ouça o que o seu coração diz”? Que tal pensarmos nessa lógica e permitir ouvir o que a sua coragem diz?
Por trás do medo, pode estar um desejo importante a ser considerado.